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A Cidade do Porto
A cidade das Pontes

Saiba porque é que o Porto é conhecido como a “Cidade das Pontes”. Descubra quem projectou as pontes que unem as duas margens e porque são consideradas património construído da cidade.



Ponte Pênsil

Oficialmente designada Ponte D. Maria II, mas nunca assim conhecida. O projecto deve-se aos engenheiros Mellet e Bigot. Foi lançada a primeira pedra em 1841 e inaugurada em 1843.

A ponte dispunha de dois obeliscos de alvenarias de 18 m de altura de cada lado, do cimo dos quais pendiam os cabos de suspensão do tabuleiro de 6 m de largura. O vão central tinha 150 m de um total de 170 m entre a escarpa dos Guindais e o sítio do Penedo em Gaia. Os cabos de 220 fios de ferro cada, mantinham o tabuleiro a 10 m acima do nível das águas e estavam ancorados em poços verticais de 8 m (lado do Porto) e 14 m (lado de Gaia), apenas restam dois obeliscos na margem direita do rio.





Ponte Maria Pia

A primeira grande obra de Gustavo Eiffel é um arco biarticulado que suporta o tabuleiro ferroviário de via simples através de pilares em treliça. Iniciaram-se os trabalhos em 5 de Janeiro de 1876 e foram concluídos a 31 de Outubro do ano seguinte. A inauguração solene deu-se a 4 de Novembro de 1877 pelos Reis D. Luís e D. Maria Pia de quem tomou o nome. A ponte esteve em serviço durante 114 anos até à entrada em serviço da Ponte de S. João em 1991.





Ponte Luís I

Por proposta de Lei de 11/02/1879 o governo determina a abertura de concurso para a “construção de uma ponte metálica sobre o rio Douro, no local que se julgar mais conveniente em frente da cidade do Porto, para a substituição da actual ponte pênsil”. Foi vencedora a proposta da empresa belga Société de Willebroeck, com projecto do Engenheiro Teófilo Seyrig.

Teófilo Seyrig que, já fora o autor da concepção e chefe da equipa de projecto da Ponte Maria Pia, enquanto sócio de Eiffel, assina como único responsável a nova e grandiosa Ponte Luís I. A construção iniciou-se em 1881 e foi inaugurada em 31 de Outubro de 1886. O arco mede 172 m de corda e tem 44,6 m de flecha.





Ponte da Arrábida

Em Março de 1952 foi adjudicada pela Junta Autónoma de Estradas ao Professor Edgar António de Mesquita Cardoso, nascido no Porto a 11 de Maio de 1913 e falecido a 5 de Julho de 2000, a elaboração de anteprojectos para a ponte rodoviária.

A Ponte da Arrábida, vão de 270 m, foi durante algum tempo o recorde mundial para pontes em arco de betão armado. A flecha do arco é de 52 m e o tabuleiro eleva-se a 70m acima do nível médio das águas. A construção estendeu-se de Maio de 1957 até 22 de Junho de 1963, dia em que foi inaugurada.





Ponte S. João

De novo Edgar Cardoso é encarregado de projectar uma ponte sobre o Douro, agora ferroviária para substituir a velha Ponte Maria Pia. Esta estrutura ferroviária adopta uma solução em pórtico, com três vãos (dois de 125 m e um de 250 m) apoiados em dois majestosos pilares fundados no leito do rio, junto de cada uma das margens. A inauguração dá-se a 24 de Junho de 1991, dia de S. João.





Ponte do Freixo

A Ponte do Freixo, de autoria do Professor António Reis, é constituída por duas vigas gémeas afastadas de 10 m ao longo de toda a extensão. A sua localização é a montante de todas as outras pontes, bem no extremo da cidade. A ponte tem 8 vãos sendo o principal de 150 m a que se seguem para cada lado vãos de 115 m seguidos de outros menores. Alberga 8 faixas de trânsito.





Ponte Infante D. Henrique

A Ponte Infante D. Henrique foi inaugurada em 30 de Março de 2003, sendo responsável pelo projecto o Engº Adão da Fonseca. a ponte tem uma extensão de 371 metros e 20 metros de largura no tabuleiro. Trata-se de uma ponte à cota alta que apresenta uma solução de arco "Tipo Maillart" com uma relação vão/flecha de 11,2 para um vão de arco com 280 metros, constituindo um recorde mundial, o que significa ter-se entrado em domínios nunca antes atingidos nestas tipologias de pontes consideradas pelos especialistas mundiais, como as mais esbeltas.

A Ponte é constituída por dois elementos fundamentais em interacção mútua: uma viga caixão, relativamente rígida, de 4,5 m de altura constante, que é por sua vez apoiada sobre um arco flexível com 1,50 m de espessura. O vão entre arranques do arco é de 280 metros e a flecha entre o fecho e os arranques é de 25 metros.

Destinando-se à circulação rodoviária, o tráfego circulará na ponte em duas faixas de rodagem em cada sentido, com 3,25 metros cada. A segurança da circulação será reforçada por um separador central com 1 metro de largura entre os dois sentidos.
A iluminação terá um carácter essencialmente funcional e a sua colocação a cota baixa, integrada nas guardas, na estrutura do guarda-rodas e no separador central, permitirá uma perfeita iluminação do percurso, sem prejudicar a visibilidade e sem acrescentar
formas verticais desnecessárias. A vertente decorativa resumir-se-á a uma iluminação sob o arco, acentuando apenas o seu arranque junto às escarpas e diluindo-se no sentido do comprimento.