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Edifício assente sobre a antiga praia de Miragaia, numa plataforma em estacaria, projectado pelo engenheiro francês Jean Colson em 1859 - séc. XIX.
De estilo neoclássico e ocupando uma área aproximada de 36.800 m2, este edifício é constituído por 3 corpos: um Corpo central que sobressai do alinhamento em relação aos armazéns laterais e simétricos.
Dos materiais para a sua construção ressaltam o granito, o ferro e a madeira, apresentando soluções “… que vão desde as mais tradicionais em pilares de cantaria com abóbadas de pedra (nos pisos subterrâneos) ou em madeira (na estrutura das coberturas) até às mais recentes e inovadoras em colunas de ferro, vigas metálicas, tirantes de ferro e abobadilhas de tijolo (nos pisos superiores)” in “Alfândega Nova: o sítio e o signo”. p. 59

É actualmente a sede da Associação para o Museu dos Transportes e Comunicações.
Rua Nova da Alfândega - Edifício da Alfândega
4050-430 Porto
+351 223 403 000
+351 223 403 098
museu@amtc.pt
www.amtc.pt
Terça a sexta
10.00-18.00
Sábados, domingos e feriados
15.00-19.00
3 € - geral
1,50 € - estudantes, cartão jovem e 3ª idade
2 € - visita acompanhada a 1 exposição
3 € - visita acompanhada a 2 exposições

Visitas gratuitas aos fins-de-semana e feriados
O Museu dispõe de mecanismos que permitem o acesso a deficientes.Elevador e wc. A exposição permanente "O Automóvel no Espaço e no Tempo" disponibiliza ainda de percurso áudio para cegos(bengalas e auscultadores), maquete táctil da exposição e percurso áudio em cinco idiomas: português, inglês, francês, espanhol e russo.






Este Arco ou Porta de Sant'Ana das Aldas, um dos quatro das primeiras fortificações do velho burgo episcopal do Porto, celebrado e para sempre imortalizado pelo Visconde de Almeida Garrett, no seu romance histórico "O Arco de Sant'Ana", erguia-se outrora, quase a meio da rua do mesmo nome, e ao cimo da encosta que o seu corte em rocha ali forma, no trajecto para o Largo das Aldas, onde até meados do século XVI se erguia a desaparecida picota dos bispos, singela e alta coluna de granito, com seis ou sete argolas de ferro chumbadas ao redor e encimadas por um agudo espigão do mesmo metal, tudo isso firmado em quatro degraus de pedra toscamente lavrada.

O Arco era de singela arquitectura, sem o mínimo gravado ou escultura na sua frontaria ou abóbada; no entanto o seu carácter e a sua feição especial, contribuiam poderosamente para dar à vetusta rua, toda calcetada por pequenas lages raiadas longitudinalmente a cinzel, um tom sobremaneira gracioso, pitoresco e original, que ainda hoje, à simples vista do seu desenho se compreende e avalia, e se vê bem quão errada e desastrosa.

O Arco de Sant'Ana era estreito, um pouco tortuoso e alto, se bem que devido à estreiteza e acidentado da rua é a forma curvilínea por que está traçada, a impressão que se recebia era de menos elevação do que aquela que em verdade tinha; e pelos restos da arquitectura ogival que nele ainda se notavam, via-se bem que a sua construção ou talvez melhor dizendo, rompimento, não podia ir além da época em que o rei D. Fernando I, para captar as simpatias da cidade após o seu casamento com a célebre D. Leonor Telles, ordenara a continuação das obras de fortificação do Porto. Com o andar dos tempos e talvez devido à devoção que os habitantes da cidade tributavam à imagem a que o haviam consagrado, esse Arco tinha passado por diferentes transformações.

Foi assim que por entre as ameias que outrora lhe guarneciam o cimo, lhe construiram, das casas do lado direito da rua e em direcção à parede do lado esquerdo da mesma, uma espécie de passadiço de paredes de granito e coberto de telhado, com uma larga janela quadrada, moldurada e envidraçada, do lado da rua da Bainharia, e um pequeno postigo igualmente guarnecido, do outro lado da rua de Sant'Ana.

A janela e o postigo denunciavam a sua configuração e emoldurados, terem sido executados em fins do século XVII e os restos das ameias que ainda se divisavam por baixo do passadiço, eram anualmente procurados pelas andorinhas, que ali se anichavam durante a primavera e verão.

Quanto ao Arco, esse havia sido, em época desconhecida, inteiramente revestido pela parte interior e exterior, dos dois lados da rua, com cal e gesso, que de tempos a tempos se renovava, pintando-se-lhe por cima, a amarelo dourado, verde e vermelho, diferentes ornamentos.

Pela parte inferior e na parte da abóbada, ainda se lhe notavam, se bem que tapadas, umas aberturas por onde certamente se descia, em caso de necessidade, grades de ferro ou madeira, ainda reforçadas por portas a meio do arco, das quais se divisavam os vestígios de buracos de ferrolhos, ou de passagem de trancas.

Ao lado esquerdo do arco e num nicho ou oratório esguio e alto, guarnecido com uma moldura ou guarnição de estilo denunciativo dos fins do século XVIII, é que se achava colocada a imagem de Sant'Ana que dera ao nome à rua e ao Arco.

O oratório, em cuja cimeira e numa espécie de escudete se achava gravada esta inscrição: «S. Anna succure miseris», era aberto na espessura de uma sólida e alta parede de cantaria que flanqueava o Arco, e que talvez noutros tempos fosse uma das faces de alguma torre defensora da porta, e que posteriormente desapareceu, ou mesmo se confundisse no interior das paredes do prédio contíguo.

E do outro lado era de crer que fosse defendida de igual maneira. Pelo menos, a casa nºs 156 e 158 da velha Rua dos Mercadores, edificada em correspondência com a altura em que se erguia o Arco, e conhecida ainda hoje pelo nome de Casa da Torre, faz-nos supor que não teve outra origem, nem outro motivo de designação.

O nicho ou oratório era envidraçado, e ao redor dele pendiam inúmeras velas e outras promessas de cera, quadradinhos com descrições dos milagres, etc. - e frente à imagem, pendente de um pequeno varão de ferro, um lampião de azeite que ali ardia dia e noite, sempre custeado pela dedicação das mulheres da cidade que consagravam de longa data à Senhora Sant'Ana do Arco uma especial devoção.

Por baixo de oratório havia uma espécie de altar estreito, em cujo interior se arrecadavam diariamente as esmolas das devotas, e se guardava o azeite que quase quotidianamente ali iam levar, e que na maior parte se destinava à sustentação da luz do lampião acima referido. No alto do nicho havia uma sanefa de madeira dentada, lavrada e pintada a azul.

Como já dissemos acima, o Arco de Sant'Ana das Aldas era uma das quatro portas da velha cidade do Porto, talvez mesmo um postigo aberto no extremo da muralha do lado norte, que nesse ponto quebrava em direcção ao sul, correndo em seguida pelas trazeiras da antiga Rua dos Mercadores, paralela à de Sant'Ana.

O Arco começou a ser demolido em 2 de Junho de 1821, a requerimento de Manoel Luís da Silva Leça, que do lado direito construira ali uma casa, e António Joaquim Carvalho, proprietário na mesma rua.

A imagem da Santa foi, sob o estandarte da irmandade dos sapateiros, curtidores, surradores e correeiros, conduzida na tarde de 29 de Junho de 1821, em procissão e em magnífico andor, pelos mestres que nesse ano eram juizes ou tinham assento na Casa dos Vinte e Quatro (em que estes ofícios gozavam do direito de banco), para a capela de S. Crispim, e aí colocada em altar especial.

Como porém esta capela e a sua anexa Albergaria dos Palmeiros, ambas situadas ao cimo da rua de S. João, fossem demolidas nos fins do século passado, para corte da actual Rua Mousinho da Silveira, foi outra vez conduzida a imagem para a nova capela que a irmandade de S. Crispim mandou edificar no alto da Rua de S. Jerónimo, e ainda ali se conserva em altar próprio, suposto que inteiramente ignorada ou ingratamente esquecida de quase toda a gente.

Como recordação da Santa, não ficou no lugar mais do que uma reduzida imagem, metida num pequeníssimo santuário de madeira envidraçada, que ainda actualmente se vê, pendurado ou cravado na parede, junto às escadas de pedra que da Rua de Sant'Ana dão comunicação para a Rua de Pena Ventosa.

Tanto a imagem de Sant'Ana do Arco, como de Nossa Senhora, que tem a seu lado, e o Menino Jesus, que ambas graciosamente sustentam entre si, são todas de preciosa escultura, e o mesmo se dá com o grupo dos oito querubins que, por entre rolos de nuvens, lhes rodeiam as fímbrias dos vestidos.

A escultura de todo o grupo de imagens, bem como as valiosas coroas e resplendores de prata que as guarnecem, são tudo obras dos fins do século XVII e portanto da época muito posterior aquela que descreve Garrett, que tanto neste ponto, como na restante descrição que nos faz de diferentes detalhes do Arco e suas vizinhanças, caiu no erro de admitir como já existentes nos princípios do século XIV, e reinado de Pedro o Cruel, obras indiscutivelmente de épocas bem posteriores.
Rua de Santana (à Sé)





Reedificada em estilo Pombalino no ano de 1765, por iniciativa de João de Almada e Melo, à data governador da Relação, o projecto é da autoria do arquitecto Eugénio dos Santos e desenvolve-se numa sucessão geométrica de janelas, 103 no total dos pisos.

Tem planta poligonal, correspondendo ao espaço de implantação, quatro fachadas, duas delas resguardando as duas funções do edifício: a fachada nobre, na Rua de S.Bento, dá entrada para o sector do Tribunal de Relação e através de uma escadaria igualmente nobre acede-se à Sala do Tribunal, restaurada com rigor. A outra entrada, aberta para a Cordoaria, foi construída para a passagem directa dos presos e é, hoje, a entrada principal do edifício. De resto o edifício é construído num planeamento disciplinar, em torno do pátio dos presos, para onde convergem as enxovias do primeiro piso, os corredores de vigilância do 2o piso, o 3o piso e a capela.

Na pequena fachada de importância, encimada por esculturas e resguardada pela Fonte setecentista, abrem-se um janelão e duas portadas para acesso às varandas a nível do segundo piso.

Entre 1999 e 2002 o edifício sofreu trabalhos de restauro e adequação às actuais funções de Centro Português de Fotografia baseados no projecto da equipa de arquitectos coordenados por Eduardo Souto de Moura e Humberto Vieira.
Campo dos Mártires da Pátria
4050-368 Porto
+351 222 076 310
+351 222 076 311
email@cpf.pt
www.cpf.pt
Centro Português de Fotografia - Serviços
Segunda a sexta
09.30-12.30/14.30-17.30
Encerra aos sábados, domingos e feriados

Centro de Exposições
Segunda a sexta
10.00-18.00
Sábados, domingos e feriados
10.00-19.00
Encerra 1 de Janeiro, Sexta Feira Santa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Gratuito/ free
Exposições de fotografia e visitas guiadas ao longo do ano.
Biblioteca e loja.







Esta rua era conhecida, desde 1679 até 1920 , como Rua do Calvário. Durante muito tempo, não teve passeios, era em terra batida e as casas construídas não se encontravam alinhadas.

João Baptista de Almeida Garrett nasceu nesta casa a 4 de Fevereiro de 1799 e só aí viveu cinco anos, até 1804, altura em que os pais se mudaram para Gaia.

A casa é um edifício de características setecentistas, análogo aos que lhe ficam próximos, característico da reforma urbanística dos Almadas.

Ao meio do primeiro andar foi colocado, pela Câmara Municipal do Porto, em 1864, um medalhão oval, em gesso, decorado com festões de folhas de louro, contendo uma inscrição em homenagem à memória do escritor:

"CASA ONDE NASCEU NOS 4 DE FEVEREIRO DE 1799 JOÃO BAPTISTA DA SILVA LEITÃO DE ALMEIDA GARRET - MANDOU GRAVAR À MEMÓRIA DO GRANDE POETA A CÂMARA MUNICIPAL DESTA CIDADE EM 1864."
Rua Dr Barbosa de Castro, 37 (Jardim Cordoaria)


Este prédio é um dos exemplares mais interessantes da arquitectura civil dos finais da Idade Média. Situa-se no ângulo da rua da Reboleira com a rua do Outeirinho, possuindo ainda uma terceira frente, virada ao rio. É um dos maiores edifícios da zona e contém elementos de vária épocas, testemunhando uma grande densidade histórica e uma não menos significativa evolução estilística.

Ao nível da cave, com acesso para a Rua do Outeirinho, vêem-se estruturas medievais que poderão remontar ao século XIV. A fachada da rua da Reboleira mantém ainda no rés-do-chão os portais góticos e as janelas, cuja simetria faz pensar na aglutinação de dois talhões independentes, se não mesmo duas moradias. Os andares superiores foram transformados, possivelmente no século XVII, assim como o próprio coroamento das ameias. No interior conservam-se alguns detalhes que fazem pensar em adaptações, ocorridas talvez no século seguinte.

Ultimamente, esteve aí instalada a firma Hall & Ca.





Trata-se de uma grande casa ameada que faz esquina para a rua do Outeirinho. A sua construção consta de um contrato celebrado em 15 de Setembro de 1688, entre o mestre pedreiro Manuel Mendes e Pedro Pedrossem.

Foi nesta casa que nasceu Pedro Pedrossem da Silva ou simplesmente Pedrossem, que aqui morou até ao seu casamento.

Em meados do século XIX a família Pedrossem deixou de habitar o prédio.

Em 1837 foi o local escolhido para a instalação de vários escritórios de Exportadores de Vinho do Porto.

No ano de 1862 entra em funcionamento no prédio o Hotel Inglês que tinha mesa redonda às 5 horas da tarde (o famoso chá das 5).

Depois que o Hotel saiu da rua da Reboleira, e logo no ano de 1872, o prédio passou a ser propriedade do negociante Francisco Cardoso Valente.

O prédio foi restaurado pelo CRUARB e, actualmente, desempenha funções de carácter social, encontrando-se aí instalado um centro de dia para idosos.





A casa situava-se junto à muralha antiga do burgo. A seu lado encontra-se o único lanço visível da primeira cerca medieval.

As obras de restauro da casa, por parte do CRUARB, chamaram a atenção para um conjunto de estruturas estranhas e um extenso lajeado.

O edifício original parece ter sido construído por dois corpos homogéneos, unidos por um pátio central. Tal como se pode ver actualmente parece ser uma obra do século XIX. A casa gótica contígua foi destruída, mas do lado exterior do prédio em restauro pode ver-se toda a parede sul, que se manteve porque foi incorporada pelo prédio mais recente. Sobrevivem também uma porta e uma janela cuja disposição nos permite imaginar que o espaço agora ocupado pelo prédio oitocentista estivera a céu aberto, situação que se inverteu.

A casa aproveitou a parede medieval, que sofreu profundas transformações a partir do século XVII. A frontaria oeste parece ter avançado para o actual alinhamento da rua. No seu cunhal conserva-se uma pilastra da época (século XVII). A pilastra e a parede seiscentista foram alteadas, por suas vez, no século XIX.

Nos anos 80, foram feitas escavações arqueológicas, no interior do edifício porque se supunha que no seu subsolo existiriam dados importantes sobre a origem do povoado.

A existência de uma zona com forte contenção de terras fazia admitir (como se provou mais tarde), a possibilidade da estratigrafia se ter mantido aqui com grande clareza, permitindo uma fácil identificação das diversas fases de ocupação. As escavações vieram a revelar uma ocupação antiquíssima, remontando ao século IV - V a.C. Além disso, vieram a comprovar a hipótese acima referida de que na Idade Média o espaço tinha uma diferente utilização. De facto, apareceu o pavimento de uma rua secundária que ligava directamente à muralha e pela qual se acederia à porta da casa gótica hoje demolida e cujo muro sul permanece incorporado no prédio restaurado.





Situada na Rua de Serralves, n.° 977, a casa, que tomou o nome à rua, foi mandada construir pelo industrial têxtil Carlos Alberto Amaral (2° Conde de Vizela), em 1935. Desejando construir espaços residenciais e ajardinados, ao gosto dos anos 30, rodeou-se de arquitectos e decoradores de nomeada cotação artística. Assim, Siclis foi o arquitecto escolhido para a traça do edifício, para os jardins o paisagista Jacques Greber e, finalmente, para a decoração interior, Edgar Brandt, Lalique e J. E. Rulhmann, entre outros.

No entanto, o projecto final só foi assinado na transição para a década de quarenta e pelo conhecido arquitecto portuense Marques da Silva. Isto por resultado da Segunda Guerra Mundial, que tornou difíceis os contactos com os artistas a que fizemos referência.

A construção, obra de estilo «Art déco», tornou-se um exemplo único de urbanismo nacional. O gosto arquitectónico e paisagístico casam-se perfeitamente.

Mais tarde, a casa foi vendida a Delfim Ferreira (Riba D'Ave), igualmente industrial têxtil, que a manteve na sua posse até ter sido comprada pelo Estado Português, através da Secretaria de Estado da Cultura, em 1987.

A criação, no Porto, de um Museu de Arte Moderna, esteve na base da aquisição deste imóvel. Neste sentido, o arquitecto Álvaro Siza Vieira foi incumbido de fazer o estudo do projecto de adaptação da casa a Museu e de um auditório, defendendo, todavia, as estruturas existentes, a conservação do edifício e dos jardins.

Da decoração interior, no tocante ao mobiliário, nada hoje existe, excepto a ornamentação e elementos naturais.

O Governo Português decidiu, entretanto, criar uma Fundação de direito privado, para que se cumprisse o instituído no Decreto-Lei n.° 240-A/89, de 27 de Julho.

O Património inicial desta instituição foi formado, quer pelo próprio Estado (que fez incluir na Fundação o edifício em referência), quer por algumas entidades, nomeadamente empresas públicas, privadas e particulares, destacando-se, entre estes, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

São órgãos da Fundação o Conselho de Administração, presidido pelo fundador João Vasco Marques Pinto, o Conselho de Fundadores e o Conselho Fiscal.

A Casa de Serralves acolhe um espólio de arte contemporânea, portuguesa e estrangeira, pertença de colecções estatais ou proveniente de doações, depósitos e aquisições.
Rua de Serralves, 977
+351 226 156 500/ +351 808 200 543
+351 226 156 533
serralves@serralves.pt
www.serralves.pt
Horário de Verão

ABRIL-SETEMBRO

MUSEU
Terça a sexta 10.00-17.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-19.00

CASA
Terça a sexta 10.00-17.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-19.00

PARQUE
Terça a sexta 10.00-19.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-20.00

BIBLIOTECA
Segunda a sábado 10.00-18.00
Acesso condicionado a menores de 16 anos

LOJA
Segunda a sexta 10.00-19.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-20.00

LIVRARIA
Todos os dias 10.00-20.00

RESTAURANTE
Serviço Cafetaria
Segunda a sexta 12.00-19.00
Sábado 10.00-19.00
Domingo 10.00-20.00
Serviço Restaurante
Terça a sábado 20.00-24.00
Reservas: 226 170 355

BAR DO AUDITÓRIO
Segunda a sexta 10.00-19.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-20.00

CASA DE CHÁ
Terça a sexta 12.00-19.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-19.00

PARQUE DE ESTACIONAMENTO
Segunda a sexta 10.00-19.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-20.00
Entrada pelo Largo D. João III (junto à Escola Francesa) até às 18.30 (Segunda a sexta) e 19.30 (Sábado e domingo)
Preço: 0,80€/hora

BILHETEIRA
Segunda a sexta 10.00-18.30
Sábado, domingo e feriados 10.00-19.30

A Fundação de Serralves encerra à Segunda-feira, excepto Bar do Auditório e Restaurante/ Serviço de Cafetaria, e nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.

Horário de Inverno

OUTUBRO-MARÇO

MUSEU | CASA
Terça a sexta 10.00-17.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-19.00

PARQUE
Terça a domingo 10.00-19.00

BIBLIOTECA
Segunda a sábado 10.00-18.00
Acesso condicionado a menores de 16 anos

LOJA
Segunda a sexta 10.00-19.00
Sábado, domingo e feriados 10.00-20.00

LIVRARIA
Todos os dias 10.00-19.00

RESTAURANTE
Serviço de Cafetaria
Segunda a sexta 12.00-19.00
Sábado e domingo 10.00-19.00
Serviço de Restaurante
Terça a sábado 20.00-24.00
Reservas: 226 170 355

BAR DO AUDITÓRIO
Segunda a domingo 10.00-19.00

CASA DE CHÁ
Sábado, domingo e feriados 10.00-19.00

PARQUE DE ESTACIONAMENTO
10.00-19.00
Entrada pelo Largo D. João III (junto à Escola Francesa) até às 18.30

BILHETEIRA
Todos os Dias 10.00-18.30

A Fundação de Serralves encerra à Segunda-feira, excepto Bar do Auditório e Restaurante/Serviço de Cafetaria, e nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.
Museu + Parque: 5,00 €
Parque: 2,50 €
Gratuito/ Free:
Domingos/ Sunday 10.00-14.00





Casa de aspecto flamengo, parece ter sido construída na primeira metade do século XIV.
Na época da sua construção o Beco era mais largo e com saída para sul. Posteriormente foi tapado e reduzido pela construção da Capela-Mor da Sé e da casa do cónego Domingos Barbosa.

O que mais a identifica com as casa flamengas é a colocação da chaminé ao cimo da fachada e bem no meio desta.

Originalmente tinha duas portas, mas uma delas foi tapada e no mesmo local foi introduzida uma janela com alto entablamento.

Possuía quatro janelas góticas, com remate trilobado, das quais só restam duas.
Beco dos Redemoinhos (Sé)





Casa do Infante (ou da Alfândega Velha)

A disputa entre a Coroa e o Bispado sobre o controlo marítimo e fluvial leva o rei a adquirir várias propriedades na zona ribeirinha para aí instalar os oficiais da Coroa que, inspeccionavam os produtos transaccionados e cobravam os respectivos direitos. Na sequência disso, D. Afonso IV decide mesmo promover a construção de um armazém destinado a Alfândega. Nesta mesma área ficariam também localizadas a Casa da Moeda, já em funcionamento no reinado de D. Fernando, a Contadoria da Fazenda e diversas casas de habitação para funcionários régios. A torre da Contadoria situava-se ao lado da alfândega, na parte noroeste. A Casa da Moeda desenvolvia-se para oriente, em redor de um grande terreiro, estando o seu edifício principal e pórtico de entrada virados à Rua Nova.

O primeiro “Almazem” ou Alfândega sofreu obras de ampliação no século XV e, depois, no século XVII-XVIII. A fachada primitiva era virada a ocidente, mas muito mais recuada que a actual. O edifício original de planta rectangular, coincidia com o actual pátio e espaços adjacentes. Nestes últimos, há importantes trechos de silharia medieval, a qual se prolonga para cima dos actuais telhados. Uma série de elementos provam, que inicialmente, havia duas altas torres ligadas por um pátio central. Apareceram também vestígios das paredes limítrofes e das portas de ligação do pátio com o exterior.

Apesar de ter havido obras de certa envergadura durante o século XV, a insuficiência do espaço de armazenamento da Alfândega agravou-se com o rápido incremento do comércio marítimo. Em 1565 foram feitas reformas no edifício, mas sabe-se pouco a seu respeito.

A partir de 1677, desenvolve-se um programa de ampliação mais vasto, cujo início ficou assinalado por uma inscrição colocada no pátio interior. A tendência de ir somando novos espaços aos já existentes desaparece e começa a ver-se o edifício como um todo.

A fachada principal é ampliada com mais dois pisos, concentrado-se aí a maior parte dos serviços deslocados das torres.

O armazém interior (o actual salão central) foi organizado em três naves com altas arcarias, o qual garantiu uma maior fluidez na ocupação. O último corpo, com a fachada virada para o interior dos armazéns, constituí uma das zonas de maior significado nesta reforma, já numa 2a fase, talvez no terceiro quartel do século XVIII.

A “fachada” oeste deste corpo foi enriquecida com uma escadaria interior, de lanço único. Este enriquecimento, que continua nas largas aberturas simétricas ao eixo da escadaria, parece justificar-se pelo desejo de dignificar o local onde eram desempenhadas as principais funções administrativas da Alfândega. A cave deste corpo do edifício ampliava a zona destinada a armazenagem, provavelmente neste caso para os produtos retidos por parte da Coroa na sequência da aplicação da dízima e demais impostos. A casa do selo ter-se-á instalado no ângulo sudeste do salão central, onde subsiste um dispositivo para colocação de dois foles e uma fornalha, servida de uma grande chaminé.

Na sequência da reforma seiscentista, as instalações da Casa da Moeda, que entretanto tinha sido desactivada, sofreram uma redução na sua área, que foi temporariamente usada como celeiro público. A cunhagem régia foi retomada em 1688, cingindo-se agora a Casa da Moeda à metade oriental, em redor de um pátio mais pequeno, mas mantendo-se a entrada primitiva.

Até à primeira metade do século XIX não foram realizadas obras de grande significado. Porém, anos mais tarde e quando se pensava na transferência da Alfândega para outro local, surgiram novos armazéns, no interior e no ângulo sudoeste do quarteirão, construídos por privados. Com a construção da Alfândega Nova, em Miragaia, as antigas instalações foram abandonadas, mantendo o Estado os armazéns interiores e alienando a propriedade do corpo da frente.

A tradição que relaciona o nascimento do Infante D. Henrique com este local levou ao descerramento de uma lápide sobre a entrada principal, no ano de 1894. A iniciativa partiu da Comissão Henriquina, à qual se associou a Câmara, tornando assim definitiva designação de “Casa do Infante”, atribuída ao edifício. No final de oitocentos inicia-se a última fase de transformações, que se prolongou durante as primeiras décadas do século XX. A fachada foi remodelada, sendo-lhe acrescentado um andar. A classificação da Casa do Infante como monumento nacional dá-se em 1924. No final dos anos 50. O edifício, cujo corpo posterior se encontrava arrendado voltou para a posse do Estado e da Autarquia. Entre 1958-1960 sofreu um profundo restauro, orientado pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, sob direcção do arquitecto Rogério de Azevedo.

Desde então funcionam aí os serviços do Arquivo Municipal, que promoveu um projecto de estudo e de remodelação profunda do edifício. As pesquisas levaram à descoberta de um importante palácio romano e ao melhor conhecimento dos antigos edifícios da Coroa, desde o século XIV à actualidade. A importância dos achados determinou a criação de um Museu de sítio que funciona a par do Arquivo, tal como um pequeno Posto de Turismo. O projecto de Arquitectura para a remodelação do Arquivo e valorização do Monumento Nacional é da autoria do arquitecto Nuno Tasso de Sousa.
Rua da Alfândega, 10
4050-029 Porto
+351 222 060 400 (geral)/ +351 222 060 423 (Serviço Educativo)
+351 222 060 401
dmarquivos@cm-porto.pt
casadoinfante-serveducativo@cm-porto.pt
www.cm-porto.pt
Arquivo Histórico
Segunda a sexta 08.30-17.00 (última admissão 16.30)
Sala de Exposições
Segunda a sexta
10.00-12.00/ 14.00-17.00
Sábado e domingo
10.00-12.30 (última admissão 12.00)/ 14.00-17.30 (última admissão 17.00)
Abertura condicionada
Feriados encerrada
Núcleo Museológico
Terça a domingo
10.00-13.00 (última admissão 12.30)/ 14.00-17.30 (última admissão 17.00)
Encerra às segundas e feriados
2,10 €
Gratuito Sábado e domingo
Metro (S Bento)
Funicular dos Guindais
Autocarro/ Bus (202, 500, 900, 901, 906, ZR)
Eléctrico/ Tram/ Tranvía nº 1
Dispõe de facilidades para pessoas com deficiência motora: wc, rampas, plataformas elevatórias em escadas e elevadores

GPS 41º08’26,69’’ N 8º36’152,42’’W









(Antiga Casa Pia)

Foi mandado construir no século XVIII (1790) pelo corregedor Francisco de Almada e Mendonça para servir de Casa Pia. O projecto é do arquitecto Reinaldo Oudinot, tendo a execução da obra ficado a cargo do arquitecto Teodoro de Sousa Maldonado, assistido por Francisco de Paiva.

Exteriormente, merece destaque o corpo central da fachada, onde se recorta um sóbrio frontão.

O edifício teve várias utilizações. Antes de 1832 no andar térreo funcionaram as prisões de recrutas e criminosos militares.

No 1° e 2° andar estavam secretarias e repartições pertencentes à guarnição do Porto. Também aí residiam alguns oficiais solteiros da guarda real da polícia.

Na zona norte do edifício esteve instalado o Quartel General da região norte.

Anos mais tarde, o edifício foi convertido em sede da repartição da fazenda, pagadoria militar, quartel general, estação telegráfica eléctrica, e governo civil.

Apesar da sua vastidão não tinha capacidade suficiente para albergar tantas repartições. Não se podendo ampliar senão para oeste, devido à impossibilidade de acrescentar um 3° andar, por não merecerem confiança as suas paredes. Demoliu-se o arco da Porta do Sol, estendendo-se para este lado o acrescento que se lhe fez em 1875.
Rua Augusto Rosa (Batalha)





Foi edificada no princípio do século XX no preciso local onde existiu o Convento de S. Bento de Avé-Maria. Daí o nome com que a estação foi baptizada. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados, do pintor Jorge Colaço (1864-1942). É um dos mais notáveis empreendimentos artísticos que marcou o início do século. O edifício é do arquitecto Marques da Silva.
Praça Almeida Garrett
+351 222 002 722
www.cp.pt
Metro: linha amarela





(Antiga Academia Politécnica)

O edifício foi construído para a Real Academia da Marinha e do Comércio, depois Academia Politécnica. Com a reforma de 1911 passou a Faculdade de Ciências. O primeiro projecto foi executado por José da Costa Silva e data de 1803. Em 1807 foi corrigido por Carlos da Cruz Amarante, sendo este o projecto realizado, sofrendo no entanto, novas alterações em 1962.

A construção iniciou-se durante a regência de D. João VI, antes da primeira invasão francesa e terminou só em finais do século XIX. O edifício, de estilo clássico, apresenta semelhanças com o Hospital de Santo António.

A fachada principal é aberta, no andar térreo, por portas de arcos plenos, providas de grades de ferro. Os arcos formam um pórtico que antecede o vestíbulo.

No primeiro andar, sobre o qual corre um mezzanino, tem algumas janelas (as três centrais e as duas últimas de cada um dos lados) decoradas com balaustres.

A parte central, saliente, é composta por quatro colunas dórico-romanas e um frontão triangular que se apoia nelas. O tímpano do frontão tem as armas Reais da última dinastia e varandas balaustradas.

A fachada principal é rematada a todo o comprimento por um ático fechado.

Interior

O amplo vestíbulo, pavimentado a mármore, dá para uma escadaria dupla, de granito, em cujas paredes laterais se vêem pinturas de Veloso Salgado, executadas em 1917.

No Salão Nobre, decorado com estuques dourados, existem também pinturas murais do mesmo artista.

Entre as pinturas das escadas, sobressai o busto, em bronze, do Professor Gomes Teixeira.

No vão das escadas, em frente à entrada norte (Praça dos Leões) existe um modesto monumento, ali colocado em 1948 consagrado aos estudantes da Universidade mortos durante a I Guerra Mundial, obra do escultor João Silva.

Instalados no edifício estão o Museu de Zoologia (Dr. Augusto Nobre), o Museu de Arqueologia e Pré-História do Instituto de Antropologia (Dr. Mendes Correia) e o Museu de Ciências Geológicas (organizado pelo Dr. Venceslau de Sousa Pereira Lima).

O Museu de Zoologia foi criado em 1931, tem fauna continental, insular e ultramarina, tendo duas salas exclusivamente dedicadas a uma colecção de Ornitologia.

O de Arqueologia tem peças paleolíticas, cerâmica e machados da Idade do Ferro e numismática hispano-árabe e ibérica.

Por último o Museu de Geologia, bastante prejudicado com o incêndio que atingiu o edifício da Faculdade de Ciências em 20 de Abril de 1974, que destruiu etiquetas, inventários e vários exemplares. As medidas tomadas pelo Professor Montenegro de Andrade, permitiram salvar o essencial do conjunto das colecções.
Praça de Gomes Teixeira
4099-002 Porto





Edificado em 1527 por ordem de D. Miguel da Silva, comendatário do mosteiro de Santo Tirso, ao qual pertencia o couto de S. João da Foz. A inscrição existente na parede sul refere que o prelado "consignou campos comprados com o seu dinheiro, com o rendimento dos quais foram acesos fogos de noite, perpetuamente, na torre".
Passeio Alegre
Autocarros: 1(/), 500





A casa da feitoria começou a ser construída em 1785, ficando concluída em 1790. O projecto é atribuído ao cônsul John Whitehead e inspira-se no estilo neopalladiano inglês.

A fachada principal apresenta um facies classicizante, distribuindo-se em quatro registos. O rés do chão é formado por sete arcos que dão acesso a uma galeria exterior e à entrada, propriamente dita, do edifício. O andar principal é formado por altas aberturas, com varandas e frontões. Estes são curvos nos extremos e tringulares nas portadas do meio. O 2º e 4º andares, concebidos sob a forma de "mezzanini", possuem janelas de peitoril, por isso mesmo de reduzidas dimensões. A frontaria remata com uma platibanda, decorada por balaustres e festões.

No interior são de salientar a formosa escadaria, com a respectiva clarabóia, a sala de baile e a monumental cozinha. Situada no último andar, esta cozinha ainda conserva todo o equipamento original e a baixela primitiva.
Rua Infante D Henrique, 8
4050-296 Porto
+351 223 392 980
Funicular dos Guindais





Mandado edificar no final do séc. XVI, durante a regência de D. Catarina, domínio espanhol (1580-1640), para defesa da costa e da entrada do Douro.

No local existem ruínas de uma antiga igreja e hospício dos monges beneditinos de Stº Tirso. Remodelada no séc. XVI, em estilo renascença, veio a ser absorvida pelo castelo.

À primitiva estrutura foram acrescentados os baluartes modernos, dos anos das Guerras da Restauração (1640-1652). Este forte serviu, durante o Cerco do Porto (1832-1833), para protecção do desembarque do abastecimento à cidade.

É neste castelo que, em 1808, "é hasteada a bandeira das quinas e dado o primeiro grito contra a dominação napoleónica". Na altura era governador do Castelo o Sargento-mor Raymundo José Pinheiro.

Actualmente encontra-se sedeada a Delegação Regional do Instituto de Defesa Nacional.
Castelo S. João Batista
Passeio Alegre
Foz do Douro
4150-196 Porto
+351 226 153 440
+351 226 153 446
Segunda a sexta 9.00-12.00/ 14.00-17.00
Autocarros: 1|500





Construído no séc. XVII para defesa costeira contra as incursões de piratas do Norte de África, no sítio do "Queijo", uma penedia cuja forma singular deu nome ao local.
Praça Gonçalves Zarco
4100-274 Porto
+351 226 181 067
ass.comandos_porto@sapo.pt
Terça a domingo 13.00-18.00
Encerra à segunda
Autocarros: 500|201|200|205
Associação de Comandos






Construído entre 1770-1825, em estilo "neopalladino" inglês, segundo projecto do arquitecto inglês John Carr, que originalmente estabelecia quatro fachadas, abrangendo uma área de 28721 m2. No pátio estava prevista a capela do Hospital (planta circular no interior e quadrada no exterior).

Os primeiros mestres da obra foram José Francisco Moreira e Caetano Pereira.

A fachada é constituída por cinco corpos de planos diferentes. O primeiro andar é rasgado por janelas e portas de arcos plenos. O corpo central, saliente em relação aos demais, é constituído por uma galeria aberta, com seis colunas dóricas, e rematada por frontão. O segundo andar, recuado em relação aos corpos intermédios, tem janelas guarnecidas com frontões triangulares, há excepção dos cantos, que possuem arcos segmentados. O terceiro andar forma um "mezzanino".

No átrio encontram-se os bustos dos principais benfeitores do Hospital: D. Lopo de Almeida, João Teixeira Guimarães, Joaquim José Campos e D. António Carvalho Leme Cernache.
Largo Prof. Abel Salazar





Construído em 1885 por ordem da Câmara para substituir o velho Mercado da Ribeira, segundo projecto do Arquitecto João Carlos Machado.

A Companhia Aliança, uma importante empresa de fundição desta cidade, executou a obra, que ficou concluída em 1888.

Foi efémera a sua utilização como mercado, tendo o edifício sido utilizado para fins diversos. Entre 1939 e 1978 reencontrou a sua função como Mercado Abastecedor de Frutas.

Depois de um período de abandono, foi restaurado e hoje serve como espaço de animação cultural.
Rua Ferreira Borges
4050-253 Porto
Funicular dos Guindais





Construído por iniciativa da Câmara Municipal do Porto, foi o projecto do monumento adjudicado ao escultor belga Anatole Calmels.

A primeira pedra foi lançada em 9 de Julho de 1862 e a inauguração realizou-se em 19 de Outubro de 1866.

A estátua, de bronze, com 10 metros de altura representa o Imperador a cavalo, ostentando na mão direita a "Carta Constitucional".

No pedestal da estátua existiam, além das Armas da Cidade e das da Casa de Bragança, dois baixo relevos em mármore de Carrara, que lembravam o desembarque de D. Pedro no Mindelo e a doação do seu coração à Câmara Municipal do Porto.

Os baixo relevos originais foram substituídos por decalques em bronze, encontrando-se os primeiros em depósito no Quartel General.
Praça da Liberdade
Metro: linha amarela





O monumento a Garrett, que se ergue na Praça do Município, é da autoria do escultor Salvador Carvão da Silva d'Eça Barata Feyo e data de 1954.

O escritor, sentado, veste sobrecasaca e é envolvido por uma ampla capa que cai formando pregas.

O perfil é de três quartos: tem o braço esquerdo sobre o peito e, o direito, sobre a perna, segurando as luvas.

A peça é fundida em bronze e assenta num plinto de granito, de pedras aparelhadas.
Praça General Humberto Delgado





A Guerra Peninsular, assim designada, foi aquela que uniu os portugueses, os espanhóis e os ingleses contra os exércitos da França, de Napoleão, na Península Ibérica, no período de 1808 a 1814.

Bem no centro do jardim da Praça Mouzinho de Albuquerque, ergue-se este monumento comemorativo aos bravos destas lutas.

Da autoria do arquitecto Marques da Silva e do escultor Alves de Sousa, projecto escolhido dentre os três melhores, esta obra levou alguns anos a ser concluída. Coube à Cooperativa dos Pedreiros o encargo de o erigir, sendo começado em 1909 e apenas inaugurado em 1951.

Dada a morosidade do tempo de construção e a morte do escultor Alves de Sousa, ainda jovem (38 anos), a obra foi concluída sob a direcção dos escultores Henrique Moreira e Sousa Caldas.

Os artistas envolvidos na feitoria desta obra, tentaram transmitir o sacrifício e a vitória do povo portuense nesta guerra.

É composta por um pedestal, de 45 m de altura, rodeado de grupos escultóricos, chegando mesmo, dois deles, a morder a base. Estes, representam cenas de artilharia em movimento, a intervenção das gentes do povo na luta e o desastre da «Ponte das Barcas».

De notar a presença do elemento feminino em todos os grupos: no da frente, uma mulher, a Vitória guiando o povo, empunha, na mão esquerda, a bandeira nacional e, na direita, uma espada.

Completa o conjunto uma alta coluna encimada por um leão (a vitória portuguesa) sobre uma águia que derruba (esta representa o império de Napoleão).

Na base da figura tem figuras de soldados e cenas de factos ligados às guerras napoleónicas, em relevos esculpidos no granito.

Duas datas, em bronze, como toda a escultura, podem ver-se em duas frentes da base da coluna: MDCCCVIII e MDCCCIX.

Ainda no pedestal, estão apostas as armas da cidade.
Praça Mouzinho de Albuquerque
Metro: A, B e C





A muralha Fernandina veio substituir a antiga cerca alto-medieval, que no século XIV se mostrava demasiado pequena face ao desenvolvimento da cidade.

Atento a esta situação, o Rei D. Afonso IV determinou, em 1336, a construção de uma nova muralha. Porém, esta só ficaria concluída cerca de 1376, já no reinado de D. Fernando, de quem conservou o nome.

A nova muralha tinha uma extensão de 3000 passos e 30 pés de altura. Era guarnecida de ameias e reforçada por numerosos cubelos e torres quadradas, que excediam em onze pés a muralha, com excepção das torres que defendiam as Portas de Cimo de Vila e do Olival, que subiam 30 pés acima desse nível.

Actualmente, encontram-se apenas à vista o pano de Santa Clara - restaurado nos anos 20 - e o trecho de S. João Novo.

O traçado da Muralha começava no Postigo do Carvalho, que se chamou de Santo António do Penedo, em honra do Santo da Hermida que lhe ficava próximo, e mais tarde Postigo do Sol, quando foi reconstruído com maior imponência pelo corregedor João de Almada e Melo, em 1774. Seguia pelo local onde se encontra o Governo Civil e o Teatro S. João, passando depois à Rua de Cimo de Vila, onde existia uma outra Porta, a de Cimo de Vila. Continuava em direcção ao Sul pela Calçada de Santa Teresa e Viela da Madeira até à Porta dos Carros, junto à Igreja dos Congregados. Esta Porta veio substituir, em 1551, o Postigo aí existente, construído por Ordem Régia de D. João I, em 1409, a pedido da Câmara para conveniência do serviço das hortas que ficavam próximas e para entrada dos carros de pedra para reconstrução das casas da Rua Chã que tinham ardido. Esta Porta, demolida em 1827, tinha a ladeá-la duas torres.


A muralha continuava em linha recta ao longo do extinto Convento dos Lóios, actual edifício das Cardosas. Aqui estava a Porta de Santo Elói, demolida por acordo entre os padres Lóios e o Senado da Câmara para alargamento do Largo dos Lóios. Seguia pela calçada dos Clérigos e Rua da Assunção até à Cordoaria, ao tempo vasto olival, onde existia a Porta do Olival. Descia em direcção à Rua do Calvário. Nos terrenos onde se encontra actualmente a Igreja de S. José das Taipas ficava a Porta das Virtudes. Seguia pelo rio pelo noroeste da Rua da Cordoaria Velha atravessando a Rua da Esperança onde havia uma Porta com o mesmo nome, assim chamada por existir próximo a capela de Nossa Senhora da Esperança. A muralha continuava até ao rio, pelo sítio onde estão as Escadas do Caminho Novo até à Porta Nova na margem do Douro.

Esta Porta aberta, em 1522, por ordem do Rei D. Manuel I, veio substituir e alargar o Postigo da Praia. Foi demolida em 1872 quando se abriu a Rua Nova da Alfândega. Era por aqui que se fazia a entrada solene dos Bispos quando vinham ocupar o cargo. Era uma das principais portas da cidade. No Museu Nacional Soares dos Reis existem, a lápide coeva de D. Fernando, com o escudo Real, que rematava o primitivo postigo e que se manteve quando da reconstrução, e a lápide e pedra de armas, colocadas quando da Restauração.

A muralha continuava paralela ao Rio até subir para Santa Clara.

Da Porta Nobre até ao Terreirinho tinha os postigos: dos Banhos, o do Pereira ou Lingueta.

No Terreirinho, próximo da antiga Alfândega, existia o Postigo do mesmo nome, demolido em 1838. Continuava em direcção ao Postigo do Carvão, o único que ainda existe e assim chamado por ser por aí que entrava o combustível que ficava em depósito na Fonte Taurina. Mais adiante havia o Postigo do Peixe. A seguir ficava a Porta da Ribeira, voltada a Leste, demolida em 1774 por ordem de João de Almada e Melo, quando se decidiu construir a Praça da Ribeira. Esta foi a primeira Porta da cidade onde se gravou a inscrição alusiva à consagração de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, decretada por D. João IV.

Existiam ainda mais quatro postigos, o do Pelourinho, o da Forca, o da Madeira e o da Areia. Depois deste último a muralha deixava de acompanhar o rio e subia até à Porta do Sol.
Trecho dos Guindais e Trecho Caminho Novo
Funicular dos Guindais





A primeira cintura de muralhas, data dos mais recuados séculos da Idade Média, atribuindo-se aos reis Suevos a sua construção. Escavações arqueológicas levadas a efeito junto ao único trecho sobrevivente, fazem pensar que a sua origem remontará à época romana mais precisamente à crise que assolou o Império, nos finais do século III d.C.

Situava-se na zona elevada da Pena Ventosa, local de grande importância estratégica para o controlo da passagem do Douro.

Têm-se arquitectado diversas hipóteses sobre a época da sua reconstrução. No entanto, devido à tipologia do muro e cubelo subsistentes, é muito provável que aquela tenha ocorrido na primeira metade do século XII, após a doação do burgo, por D. Teresa, ao bispo D. Hugo (1120).

Esta cerca tinha quatro portas ou entradas.

A porta principal era o arco de Vandoma (o arco e a capela de Vandoma foram demolidos em 1855 pela Câmara Municipal) que ficava a nascente do burgo, entre o Largo da Sé e a rua Chã, dantes denominada Chão das Eiras. Daqui a muralha rodeava o monte seguindo de perto as Escadas das Verdades, onde ficava o Arco ou Porta das Mentiras (também conhecido por Arco das Verdades). Cruzava então pelo alto do Barredo fazendo um ângulo sobranceiro ao Rio da Vila. Aqui se situava o Arco ou Postigo de Sant'Ana ou das Aldas e, continuando, ia dar ao Arco ou Porta de S. Sebastião, onde se recurvava em zig-zag para fechar o círculo. Entre estas duas portas, de encontro ao talude de muralha, e com entrada principal para o Adro da Sé, foi construída no final da Idade Média, a primeira Casa da Câmara, cuja ruína ainda pode ser admirada.
Largo de Vandoma
Funicular dos Giundais





Parece ter sido construído no século XIII, embora possa assentar numa construção anterior. Em, 1737 foi remodelado por ordem do Bispo D. Rafael de Mendonça. As transformações são da autoria de Nicolau Nasoni, segundo alguns autores, mas foram executadas pelo arquitecto Miguel Francisco da Silva.

A construção de boa arquitectura apresenta certa grandiosidade.

O edifício divide-se em três andares.

A fachada principal é aberta por um arco pleno ladeado por pilastras e rematada por um frontão guarnecido.

Doze janelas com grades de ferro iluminam o andar inferior. No primeiro e segundo andar repete-se o mesmo número de janelas, tendo as do andar superior frontões rocócó e varandas de ferro, apoiando-se em mísulas ornamentadas.

A janela central tem uma balaustrada de pedra e no frontão, que excede o entablamento, vê-se as armas do Bispo D. Rafael de Mendonça.

As fachadas laterais apresentam igualmente janelas emolduradas com aparatosos frontões.

As fachadas têm alturas diversas, devido à desigualdade do terreno.

Interior

Entra-se por um amplo vestíbulo abobadado tendo ao fundo um portal de pilastras jónicas, com frontão curvo. No tímpano está o brasão do Bispo Fundador.

A escadaria é bem iluminada e bem lançada. Composta por três lanços, um central e dois laterais, possui parapeitos ricamente decorados.

Nas paredes laterais, as janelas apresentam frontões curvos, interrompidos a meio por urnas floridas.

Ao fundo, há três janelões, preenchidos com vitrais, em que figuram os três tipos do brasão do Porto.

A abóbada, aberta por um lanternim, é guarnecida por excelentes estuques e pinturas.

No patamar superior, existe um interessante portal com colunas jónicas. Os festões deste portal, assim como os das janelas, são um bom exemplo do trabalho de cantaria executado em granito.
Terreiro da Sé
Funicular dos Guindais





Antes de descrever o actual edifício dos Paços do Concelho, cuja primeira pedra foi lançada em 24 de Junho de 1920, mas que só ficou terminado em 1957, convém indicar as sucessivas instalações da Câmara Municipal do Porto, de que há notícia documental ou recordação plástica.

De um dos edifícios conservam-se as ruínas, de dois deles, desaparecidos, há reproduções fotográficas e, de outros ainda só documentos atestam a sua existência. São nove as instalações conhecidas, mas é natural que outras tenham existido, anteriores à primeira, a seguir mencionada:

I - Na primeira metade do séc. XIV, a vereação do Porto fazia as suas reuniões num barraco de tabuado que se encostava à parede da Sé Catedral.

II - Em 1350, por iniciativa dos homens bons da cidade, principiou a construção dum edifício de pedra, no adro ou cemitério da Sé, mas não encostado ao templo. Era um edifício em arcos, presumivelmente apoiado na muralha da cerca fortificada. Por defeito da construção, ou mau estado da muralha, alguns dos pilares cederam, o que provocou a queda de parte da Casa da Câmara, dum pedaço do adro e de algumas casas contíguas. Magalhães Basto considerava provável que este edifício dos Paços do Concelho tivesse sido reconstruído, mas não tinha a certeza.

III - Há notícia de que, depois do desastre aludido, eram no Convento de S. Domingos as reuniões municipais, a que tinham de assistir muitos cidadãos.

IV - Sabe-se, porém, que existiu, antes de 1443, um edifício conhecido por Sobrado de Rolação, Paço do Concelho e Paço da Rolação, no qual os vereadores faziam as suas reuniões.

V - Nesse ano de 1443, a Câmara firmava contrato com Gonçalo Domingues, mestre da carpintaria de el-rei, para as obras do madeiramento dum novo edifício, de que se conservam as ruínas, na Rua S. Sebastião. Trata-se de uma casa-torre, de cantaria e coroada de ameias, com a fachada principal voltada para o terreiro da Sé, fachada essa que atingia setenta palmos de altura. A outra fachada, virada para a Rua de S. Sebastião, tinha cem palmos de alto.

Ao tecto da sala do andar superior serviria de modelo o tecto da sala do Castelo de Lisboa. O piso inferior a este ficava reservado à Casa da Audiência, ou seja ao Tribunal Judicial. Havia ainda, em baixo, uma loja com porta para a Rua de S. Sebastião, loja que, por não estar ocupada nem ser necessária, a Câmara resolveu arrendar, em 1485. Nos meados do séc. XVI as paredes do edifício começaram a abrir fendas, mas a Câmara só dele retirou os seus serviços no séc. XVIII. A ruína progressiva da casa-forte quatrocentista já era perigosa para os edifícios próximos e para quem passava, circunstância que determinou o início da demolição, em 1795.

A parte que se manteve - piso com entrada pelo Terreiro da Sé e loja que abria para a Rua S. Sebastião -, onde funcionou a Casa dos Vinte e Quatro, sofreu grandes estragos num incêndio ocorrido em Abril de 1875, que consumou a ruína.

VI - Não podendo a Câmara continuar na casa-torre, os vereadores acordaram com os frades agostinhos descalços - chamados grilos -, a instalação dos seus serviços no edifício conventual, antigo Colégio de S. Lourenço, da Companhia de Jesus.

VII - Em 1805 foi a Câmara autorizada, por alvará régio, a mudar-se dos Grilos para o edifício da Casa Pia, ao Postigo do Sol, onde hoje está instalado o Governo Civil do Porto. Tratava-se duma solução provisória, uma vez que, já em 1793, a vereação lançava as suas vistas para um certo palácio da Praça Nova das Hortas, com esquina para a Rua do Laranjal.

VIII - O palácio ambicionado para instalação dos serviços municipais tinha capela da invocação dos três Reis Magos e fora edificado, nos princípios do séc. XVIII, por José Monteiro Moreira e sua mulher, D. Josefa Joana Salazar. Deles passou ao filho, o capitão Manuel Eleutério Monteiro Salazar e, falecido este, a D. Antónia Narcisa Monteiro Moreira Salazar, mulher de Tomás António Leite Pereira de Almada, de Guimarães. Deste casal foi herdeiro o filho, Inácio Leite de Almada Pinheiro Moreira Salazar que, sabendo dos desejos da Câmara, não se esquivou a negociar, mas acabou por vender o palácio, não à entidade proponente, mas à Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, por escritura de 13 de Março de 1816. Aconteceu, porém, que a Companhia compradora, sabendo das necessidades da Câmara Municipal, resolveu ceder-lhe o prédio pelo preço do custo, unicamente acrescido das despesas que fizera. Deste modo, passados dez dias sobre a escritura citada, era a Câmara proprietária do Palácio da Praça Nova.

Realizadas as obras de adaptação do edifício, nele começaram a funcionar as repartições municipais em 21 de Agosto de 1818. Mas as instalações não eram inteiramente compatíveis com o desenvolvimento dos serviços e, corridos quase cinquenta anos, tornou-se urgente a ampliação do edifício.

O problema foi resolvido pela vereação a que presidia o visconde de Lagoaça, mediante a compra de outra casa nobre, contígua à adquirida e a poente dela, em 1816. Pertencia essa casa a D. Maria da Natividade Guedes de Portugal e Menezes que a herdara de D. Maria do Carmo Brandão de Portugal e Menezes, viúva de D. António de Amorim da Gama Lobo.

Continuou, pois, a Câmara na Praça Nova, até que, aprovado o projecto de abertura da Avenida hoje chamada dos Aliados, obra que obrigava à demolição dos dois edifícios municipais e do casario que existia até ao Largo da Trindade, foi preciso transferir a Câmara para outro local.

IX - A Lei da Separação da Igreja e do Estado fizera passar para este o Paço Episcopal, nas proximidades da Sé. Era um edifício vasto, que servia para resolver a dificuldade.

Assim, em 18 de Novembro de 1915, foi autorizada a Câmara Municipal do Porto a tomar de arrendamento o antigo Paço Episcopal, para instalação temporária das suas repartições. No dia 3 de Fevereiro de 1916 começou a Câmara a utilizar o palácio, só o desocupando em 1957, quando ficaram concluídas as obras de construção do actual edifício dos Paços do Concelho.
Pr. General Humberto Delgado
4000 Porto
Visitas aos Paços do Concelho
Dois primeiros domingos de cada mês
Duração: 1 hora
Horário: 10h00 e 11h30
Preço: 2€
Inscrições: Gabinete do Munícipe – Tel.222 097 135
Fax: 222 097 001/ gabinete.municipe@cm-porto.pt








Monumento Nacional, o Palácio da Bolsa, propriedade e sede da Associação Comercial do Porto, foi construído em estilo neoclássico na segunda metade do séc. XIX. Situado no centro histórico da cidade, é um dos monumentos mais visitados, nele se destacando o famoso Salão Árabe.
Rua de Ferreira Borges
4050-253 Porto
+351 223 399 000
+351 223 399 090
correio@cciporto.pt
www.palaciodabolsa.pt
Abril a Outubro
09.00-18.30
Novembro a Março
09.00-12.30/ 14.00-17.30
6,00 €
Funicular dos Guindais
Acesso facilitado a deficientes motores através de entrada lateral. Dispõe de elevadores

GPS N. 41.14151º / W. 8.61525º







Construído no século XVIII, em estilo barroco, por ordem de Pedro da Costa Lima, que nele fixou residência.

O projecto tem sido atribuído a Nicolau Nasoni, mas segundo demonstrou Jaime Ferreira Alves, é da autoria do arquitecto António Pereira.

O palácio ocupa um local de difícil implantação. O fundo da casa situa-se junto a um pano da muralha da cidade, parecendo ter sido escavado, na alta escarpa que se levanta atrás. Contra o declive estão as dependências do edifício, uma série de terraços, ligados por escadas, passadiços e ramadas, todos construídos em granito.

A fachada principal ocupa um terreno desigual, descendo de leste para oeste. No canto noroeste da praça a casa dobra-se em ângulo recto.

Interior

Uma escadaria aberta ocupa, em toda a profundidade, a zona central do edifício. A portaria é dominada por um grande arco abatido apainelado, cujas molduras terminam num par devolutas. Aos dois lados da entrada o arco repete-se, como eco do motivo dominante.

Dois degraus por baixo do arco da escadaria conduzem ao vestíbulo, cujo fundo é formado por três arcos. O do meio dá acesso ao cofre-forte da família Costa Lima (que ainda conserva as primitivas grades de ferro) e os dos lados comunicavam com a escadaria.

Do vestíbulo vêem-se dois lanços de escadas que, atingindo o primeiro patamar, se combinam para formar uma só escadaria. Esta parte do edifício sofreu várias alterações ao longo dos anos. Um grande portal à cabeceira da escada remata a composição, mantendo-se nele as formas quadradas do parapeito. A simplicidade da abertura evoca as portadas exteriores.

As três salas principais, na frente do andar nobre, possuem todas tectos em masseira.

O palácio foi aumentado no século XIX, para o lado poente, tanto no bloco principal, como junto, ao pátio de serviço.
Largo S.João Novo





Tinha inteira razão Carlos de Passos quando, no seu Guia Histórico e Artístico do Porto, estranhava a divergência de opiniões expendidas quanto à época e estilo do Palácio do Freixo. Albrecht Haupt considerava a construção seiscentista. Inácio de Vilhena Barbosa reputava-o do séc. XVII, no prolongamento da centúria anterior. Watson classificou-o como obra portuguesa do séc. XVIII com influências churriguerescas. Reynaldo dos Santos atribuía o projecto ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni e a este parecer aderiu Carlos de Passos, baseado na comparação de elementos decorativos do edifício com as igrejas dos Clérigos e da Misericórdia e, também, em particularidades da história do palácio. A atribuição a Nasoni foi mais tarde confirmada pelo Professor Robert Smith.

O célebre arquitecto italiano deve ter sido encarregado da elaboração do projecto por Francisco de Távora e Noronha, nascido em 1704 e falecido em 1739, casado com D. Leonor de Sousa Cyrne. Uma filha do casal, chamada D. Ana, foi mulher de seu tio paterno, Vicente de Távora e Noronha. Destes descendia D. Ana Rosa, que casou com o primeiro visconde de Azurara, João António Solter de Mendonça, aos quais sucedeu Jorge Solter de Mendonça, segundo visconde de Azurara, que, por volta de 1850, vendeu o palácio e a quinta ao negociante António Afonso Velado que, em 1866, recebeu o título de Barão do Freixo e, em 1870, o de visconde do Freixo. Este titular fez substituir, no palácio, o brasão que nele existia repetido em vários pontos - armas dos Távoras, talvez com os dos outros apelidos, pelas suas próprias - escudo partido de Afonso e Cunha -, e mandou realizar grandes obras no interior que se encontrava bastante estragado. Mas essas obras modernizaram excessivamente as salas e deram a algumas uma nota de exotismo -, havia um salão árabe e outro chinês -, que desvirtuaram o primitivo carácter do edifício.

Nova alienação da quinta e palácio teve como resultado grande devastação nos jardins e, no interior, a ruína progressiva pela aplicação, a depósito, de sacos de farinha produzida na fábrica de moagem construída na proximidade do edifício. Nos jardins ainda há restos de curiosos embrechados.

O palácio é de planta rectangular e tem torreões salientes nos cantos, cobertos por telhados de ardósia em forma de pirâmide, torreões esses que acrescentam mais um piso ao edifício, excepto na face da escadaria em que há janelas ao mesmo nível, na parte central. A balaustrada que corre sobre o andar nobre é ornamentada, bem como os torreões, com pirâmides em forma de urna, rematadas superiormente em ponta. O frontão que remata a face da escadaria é ricamente decorado; harmoniza-se com os ornatos que estão colocados nos torreões entre as pirâmides dos cantos. Numa das fachadas conserva-se, como vestígio da heráldica dos primitivos donos, uma coroa de nobreza - que por vezes aparece indicada como de marquês -, encimado por um golfinho, timbre dos Távoras. São dignas de atenção as sacadas com balaústres de granito, de algumas janelas.
Estrada Nacional 108, 206, 4300-316 Porto
Autocarros: ZR|205|400





A construção desta ponte foi iniciada no ano de 1841, segundo projecto do engenheiro Estanislau Bigot, que foi também quem dirigiu as obras.

Em Janeiro de 1843 foram feitas experiências de resistência e em 17 de Fevereiro abriu ao público.

A ponte foi desactivada em 1887, dela restando apenas dois pilares incompletos e os restos da casa da guarda do lado norte do rio, que serviu de posto fiscal junto à Ponte Luís I.

Os pilares, em granito de cantaria, têm secção quadrada, adelgaçando-se para cima, o que levou a que ficassem a ser conhecidos por obeliscos. Eram rematados por capitéis dóricos também de cantaria, coroados com esferas de cobre bronzeado. Nas faces paralelas ao rio, abaixo do capital, estavam janelas por onde passavam os cabos que se apoiavam na parte central das torres, cabos estes que suportavam o tabuleiro da ponte. Existia uma casa incorporada nas torres que tinha dois pavimentos, abrindo o inferior directamente para a ponte por três portas e o de cima para uma varanda com resguardo de ferro fundido. Na casa do lado do Porto, o nível inferior servia de quartel da guarda militar.

Estas casas além de contraventarem as torres, contribuiam também, dada a sua localização, para a estabilidade das escarpas marginais no local das ancoragens.
Junto à Ponte Luís I
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De todos os postigos da muralha do século XIV este é o único que se manteve até aos nossos dias.

Encontra-se pouco visível, entre a rua da Fonte Taurina e o Cais da Estiva ou da Alfândega Velha.

Entre as suas pedras encontrava-se uma inscrição gótica que assinalava o facto de se ter mandado um vedor examinar as âncoras de Gaia, "para pôr uma cadeia e amarração", na era de 1386.
Entre a rua da Fonte Taurina e o Cais da Estiva ou da Alfândega Velha
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O nome, segundo a tradição, vem-lhe de uma batalha travada entre os habitantes do Porto e os Sarracenos de Almançor, que terminou com a derrota dos primeiros e o arrasamento da povoação existente. Diz-se que daqui partiram os invasores para o saque de Bracara e Santiago de Compostela.

Já no século XX, outros factos importantes se deram neste local.

Em 13 de Fevereiro de 1919, um esquadrão da Guarda Republicana, neste local - vizinho do quartel General de Paiva Couceiro - pôs fim à Junta Governativa que o mesmo formara em 19 de Janeiro (a chamada Monarquia do Norte).

Mais tarde, em 1927, as forças republicanas liberais, que se haviam revoltado em 3 de Fevereiro, aqui ficam entrincheiradas e foram obrigadas a submeter-se ao general Passos e Sousa. Entre os chefes desta rebelião contavam-se Jaime Cortesão e Raúl Proença.

A praça apresenta uma configuração muito irregular.

No lado nascente, já em direcção à Rua de St°. Ildefonso, situava-se o antigo cinema Águia Douro, recentemente desactivado. A seguir, no ângulo da Praça, fica o cinema Batalha, que substituiu o antigo cinema High-Life.

No lado poente, destacam-se vários cafés e hotéis: o café Chave de Ouro, o Hotel Império e o Grande Hotel da Batalha, à entrada da Rua Cimo de Vila.

Do lado sul, no centro da praça, está o monumento a D. Pedro V, obra dirigida pelo escultor Teixeira Lopes (pai). Monumento artisticamente modesto, representa acima de tudo a afeição da cidade por aquele monarca.

O local foi durante muitos anos um dos nós de trânsito mais importantes da cidade, encontrando-se actualmente liberta das grandes vagas de tráfego, pela criação de percursos alternativos.

Um dos imóveis mais notáveis desta praça é a antiga estação Central dos Correios, Telégrafos e Telefones (recentemente restaurada). Trata-se de um edifício brasonado dos fins do século XVIII.

A sul, destaca-se também o edifício do Teatro de S. João, construído em 1912-18, no local onde tinha existido o famoso teatro de ópera com o mesmo nome, destruído por um incêndio em 1908.

Nos anos 80 a praça foi completamente remodelada, sendo mantida quase exclusivamente como área para peões.
Praça da Batalha
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A praça foi transformada no século XVIII por iniciativa de João de Almada e Melo. A abertura da Rua de S. João, por iniciativa do mesmo, veio melhorar a ligação da praça à parte alta da cidade.

Vários colaboradores de mérito participaram no novo arranjo da praça, que fecharia interiormente os lados poente-sul-nascente da praça.

A parte sul ficava encostada à muralha. O acesso à parte superior era feito por uma escada, o que a transformava numa espécie de varanda passeio, que dominaria o interior da praça e o rio.

O plano da muralha que vedava a praça velha foi demolido em 1821, acontecendo o mesmo à capelinha de Nª Sª do "Ó" (a imagem da padroeira foi transferida para a Igreja dos Orfãos e depois para a capela do Largo do Terreiro).

Nos projectos de João de Almada e Melo estava incluída a construção de uma grandiosa fonte que ficaria como pano de fundo da praça.

Os restos desta fonte são dos parcos elementos que se mantiveram da reestruturação da praça, isto porque, a arcada sul, a Porta da Ribeira e a Capelinha de Nª Sª do "Ó" desapareceram com a demolição da muralha. A arcada e casa do lado poente, foram também desvirtuadas em relação ao projecto original.

A parte oriental articula-se com a frente urbana do Barredo, paralela ao rio. Esta assenta no chamado muro da Ribeira, no qual foi aberta uma série de arcadas de volta inteira, outrora separada por pequenos óculos. Os arcos tinham funções comerciais e a passagem superior funcionava como passeio ou viaduto, mediante o qual se acede às casas de habitação, situadas em cima do muro. Todos estes elementos são solidários entre si e inspiravam-se nas desaparecidas galerias Adelphi, de Londres, constituindo um elemento arquitectónico e urbanístico de raro valor.

Algumas arcadas foram convertidas em lojas e outras servem de ligação com as ruas e vielas do Bairro do Barredo. Este conjunto não pode deixar de ser relacionado com as instalações portuárias da primeira metade do século XIX. Quase no extremo do muro, entre dois dos arcos, encontra-se o memorial consagrado ao desastre da Ponte das Barcas, elegante baixo relevo da autoria de Teixeira Lopes (pai).

A transformação da praça implicou a remodelação do Cais da Ribeira, que se mostrava insuficiente para o movimento e procura que tinha.

Assim, no ano de 1784, João de Almada e Melo e os demais membros da Junta das Obras Públicas elaboraram um documento em que se pretendia o alargamento do cais. Ficou então determinado que se construiria um novo cais de desembarque desde o penedo dos Guindais até ao ancoradouro tradicional.

O cais dos Guindais situava-se do lado esquerdo da Ponte Luís I, para quem nela entra a partir do Porto, e foi destruído pela construção do pegão da ponte e do muro da estrada marginal. A última lingueta do cais continua no local, meio submersa, mesmo por baixo da ponte.
Funicular dos Guindais





(erradamente conhecida por Casa dos 24)

Primitivamente o Senado Municipal funcionou numa modesta Casa de Madeira que estava encostada às paredes da Sé.

Em 1350 os homens-bons do Conselho, com autorização prévia do Corregedor da Comarca, resolvem erguer um novo edifício, conhecido por Paço dos Arcos, construído no adro da Sé e afastado desta alguns metros. Ao que parece por erro de construção, alguns dos pilares dos arcos, assentes sobre a antiga muralha, ruíram e arrastaram além da Casa da Câmara, uma parede do cemitério ou adro, e casa que estavam a par dela. A partir desta época as reuniões que exigiam a comparência de maior número de cidadãos realizavam-se no alpendre do Convento de S. Domingos.

Uma outra casa, denominada Sobrado da Rolação ou Paço da Rolação, conforme os vários documentos que lhe fazem referência, parece ter sido erguida entretanto.

No ano de 1443 a Câmara fecha contrato com o mestre carpinteiro Gonçalo Domingues, para que este execute uma obra de madeiramento da sua nova casa, a Casa-Torre, situada no largo fronteiro à Sé, da qual só restam actualmente ruínas.

Esta era toda em cantaria lavrada e guarnecida de ameias. O interior parece ter sido admirável, pois conforme se lê em documentos da época, pretendia-se que o tecto do salão superior - onde se reunia o senado - fosse semelhante ao tecto da Sala do Castelo de Lisboa tal como havia sido mandado decorar pelo rei.

O andar abaixo destinava-se à Casa da Audiência, onde era administrada a justiça. Com entrada pela Rua de S. Sebastião existia ainda uma loja, arrendada desde 1485, por se encontrar desocupada, e não ser necessária aos serviços da Câmara.

A Câmara conservou-se neste edifício até meados do século XVI. No entanto só em 1784, a 1 de Março, foi celebrado um acordo entre a vereação e os padres Grilos para que se transferisse o Senado portuense para uma parte do seu convento.

O andar superior da velha Casa-Torre começou a ser demolido entre 1795 e 1796, por se considerar perigoso para os vizinhos e os transeuntes.

O que dela ficou, sofreu um violento incêndio na madrugada de 25 de Abril de 1875, permanecendo em ruínas até o ano 2000, altura em que todo o edifício foi reconstruído segundo o projecto do arquitecto Fernando Távora (2000-2001), tendo sido aberto ao público no passado dia 27 de Setembro de 2005 como Centro de Acolhimento Turístico, concebido e gerido pelo Gabinete de Turismo da Câmara Municipal do Porto.
Rua de S. Sebastião
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A Sé do Porto é um edifício de estrutura românica, dos séc. XII e XIII, vindo a sofrer grandes remodelações no período barroco. No exterior, conserva ainda o aspecto de uma igreja fortaleza, com ameias. Da Sé fazem parte as imagens da Nossa Senhora da Vandoma (séc. XIV), o "altar de prata", importante claustro gótico, o "claustro velho", a capela de S. Vicente, uma escadaria nobre que dá acesso ao pátio superior do claustro gótico, "casa do cabido", onde estão expostas notáveis esculturas religiosas (séc. XIV e XVIII).

De salientar a Tesouro da Sé, constituído por 150 alfaias do culto, paramentos, pratas e livros litúrgicos dos séc. XV a XIX.
Terreiro da Sé
4050-573 Porto
+351 222 059 028
+351 222 038 268
Claustros:

Novembro a Março
Segunda a sábado 09.00-12.15/ 14.30-17.30
Domingo e feriados religiosos 14.30-17.30

Abril a Outubro
Segunda a sábado 09.00-12.15/ 14.30-18.30
Domingo e feriados religiosos 14.30-18.30

Igreja:

Novembro a Março
Todos os dias 08.45-12.30/ 14.30-18.00

Abril a Outubro
Todos os dias 08.45-12.30/ 14.30-19.00
Claustro: 3,00 €
Igreja: Gratuito/ Free
Metro: Linha Amarela D (S Bento), Funicular dos Guindais
Missas: 11.00






Na Primavera de 1762, uma companhia lírica foi responsável pelo acontecimento cultural do Porto. Mademoiselle Guitini, senhora de uma beleza excepcional, cantou no que foi o primeiro teatro lírico português, actualmente desaparecido. O filho do governador da cidade, Francisco de Almada, aplaudiu-a, ganhou os seus favores e não se esqueceu da actriz, quando o Teatro de S. João foi inaugurado em 1798, na actual Praça da Batalha, houve quem pensasse que prestava assim homenagem à cantora. Este teatro, que se tornou o ponto de encontro obrigatório da geração romântica, foi destruído por um incêndio numa noite de Abril de 1908.


Hoje, o edifício totalmente reconstruído pelo arquitecto Marques da Silva (1869/1947) é um dos principais edifícios da cidade e local de realização dos principais espectáculos culturais da cidade. Nele encontra-se a Companhia Nacional do teatro S. João.
Praça da Batalha
4000-102 Porto
+351 800 108 675/ +351 223 401 900
+351 222 088 303
geral@tnsj.pt
www.tnsj.pt
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Obra de Nicolau Nasoni, construída durante o séc. XVIII, em estilo barroco. Destaca-se o interior da igreja decorada com talha barroca-rococó, o retábulo policromado de Manuel Porto e a imponente torre de 75,60 m.
Rua S. Filipe de Nery
4050-546 Porto
+351 222 001 729
+351 222 001 729
Igreja
08.45-12.30/ 15.30-19.00

Torre
Inverno
10.00-12.00 (última admissão 11.30)/ 14.00-17.00 (última admissão 16.30)

Verão
Todos os dias
09.30-13.00 (última admissão 12.30)/ 14.30-19.00 (última admissão 18.30)

Agosto 10.00-19.00 (última admissão 18.30)
Torre: 2,00 €





Esta torre, também denominada "Torre da Cidade", foi descoberta na época das demolições executadas nos princípios dos anos 40 na rua onde foi construído o Terreiro da Sé. Situa-se perto das ruínas da antiga Casa da Câmara à entrada da rua de S. Sebastião.

Foi completamente restaurada sendo os trabalhos orientados pelo arquitecto Rogério de Azevedo, e aí esteve instalado o Gabinete de História da Cidade até 1960.

A torre de estrutura quadrangular, está dividida em dois pisos. No lado sul tem uma porta ogival. Na parede voltada a norte pode ver-se um balcão de pedra, de feição gótica. Estes últimos elementos são, no entanto, de construção recente.
Calçada D.Pedro Pitões
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